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Árvore genealógica

     Ainda antes dos anos 2010 eu encontrei um site no qual você poderia montar sua árvore genealógica digital. Na época, esse tipo de site era uma coisa incrível. Hoje em dia, nada nos surpreende mais tanto em termos de internet, mas em um momento ainda anterior aos smartphones serem populares no Brasil, quaisquer serviços online como esses poderiam gerar euforia.  Euforia essa que para mim durou muito pouco, pois a minha página ficou pegando poeira desde que preenchi minha própria árvore online.     Tendo se passado muito tempo, hoje, literalmente hoje, 13 de outubro, vi um e-mail recebido desse site me informando que alguém no Canadá, com quem não tenho parentesco nenhum,  (????) teria completado com mais informações sobre o pai de meu pai. Verificando, notei que realmente era a mesma pessoa (o que deu um "match" entre minhas informações primeiras e as novas) e então acessei aquela árvore antiga que construí, ao mesmo tempo em que recebia avisos do...

Dias nublados e outros incômodos...

       Escrever um texto sobre essa camada de nuvens inflexíveis que tampa Curitiba nos últimos dias (semanas?) parece ser somente um jeito bonitinho de reclamar sobre o clima sem estar de fato reclamando.      Se eu digitasse aqui " Nossa, que saco esses dias sem sol, não aguento mais! " além de não fazer muita diferença para você que me lê, pois suponho que se você mora aqui também deve estar complicado, ainda me deixaria com a desagradável desconfiança de que não consigo gerenciar nem meu mínimo desconforto com um dos fenômenos mais elementares da natureza.      Mas eu acabei digitando mesmo assim o que eu disse que não cairia muito bem. Eu já reclamei. E se eu não tivesse digitado a reclamação, no mínimo eu a teria pensado. Como de fato eu pensei. E continuo pensando sobre isso, porque não bastasse acordar todos os dias me sentindo numa estufa de desânimo e "gotículas de água condensadas e acumuladas na troposfera", eu ainda resolvi ...

Biscoito de mantra (S.O.S.)

[Postagem permanentemente em construção]  29 de setembro  💟 Você não é o seu pensamento. Seu melhor é diferente a cada dia. Vai passar... Já passou! (obrigada, Ana) Um dia de cada vez... (obrigada, mãe) Coragem não é ausência de medo. (obrigada, amor) Um pensamento é só um pensamento... (obrigada, psi) A mente que observa a mente... (obrigada, Monja Coen) "Pra todo mundo a vida é difícil / todos fazem seu sacrifício / pra melhorar / Lá vem o sol, para derreter as nuvens negras" (obrigada, Marisa Monte) Registro aqui meu agradecimento às pessoas que mais me ajudaram no momento mais difícil da minha vida: agora há pouco.

O pequeno grande post das coisas não ditas

     Há mais ou menos duas semanas iniciei a leitura do livro "O pequeno caderno das coisas não ditas", de Clare Pooley. Segundo o Kindle, li 51% da obra, portanto, o que vou escrever aqui será a partir do que pude conhecer da história. Quem sabe, se eu achar que vale, escrevo novo post ao terminar. Não incluí spoilers, somente informações sobre o enredo que não prejudicariam a surpresa da leitura.      Contextualizar o motivo de falar sobre o livro é essencial, então, vamos lá!     Selecionei esse livro para a leitura cerca de 5, 6 meses atrás. Eu vinha buscando livros de ficção nos quais a SOLIDÃO fosse a temática principal. Não lembro como, nessa busca, uma das sugestões era esse livro. Sem tempo de lê-lo imediatamente, somente baixei a amostra grátis e segui com a vida.     Muita coisa (intensa) aconteceu nesse meio tempo (quem sabe em algum momento postarei sobre isso), e tudo convergiu para eu retomar esse livro em meio a tant...

Escrever para viver, para não morrer; quem sabe até renascer.

    Há muitos meses vinha tendo vontade de iniciar um blog. Ou melhor, vontade de voltar a ter um blog, pois quando eu estava na transição do final do Ensino Médio para o início da faculdade de Letras eu mantive um desses por algum tempo. Era muito bom. Mas confesso que me frustrava muito quando eu não conseguia ter constância na escrita. A vida foi acontecendo freneticamente, me deixando pouco tempo para essa atividade, e eu simplesmente larguei a página.      Hoje, depois de praticamente 12 anos desde a última postagem em um blog meu, já vejo essa cobrança pela constância de outra forma. Penso que só de ter esse espaço aqui disponível para quando eu quiser/precisar já é uma grande coisa. E a frequência dos textos também é um indicador de que coisas importantes na vida estão estimulando ou desmotivando não só o processo de escrita quanto outros processos de nossas vidas.     E u poderia ter simplesmente continuado com o blog antigo (seri...